terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Reunião do Comitê Sul-matogrossense rumo à Rio +20

Facilitadores do Comitê Sul-Matogrossense rumo à Rio +20
unem-se  à Campanha  "Floresta Faz a Diferença"
A primeira reunião do Comitê Facilitador Sul-Matogrossense Rumo à Rio +20, aconteceu no dia 22 de dezembro no Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo na cidade de Campo Grande -MS. Entre as articulações dos facilitadores  do Comitê está a constituição de 3 grupos distintos que irão atuar em atividades que antecedem a Rio +20. Esses grupos são: Grupo de Formação e Qualificação, Grupo de Comunicação e Mobilização e Grupo de Organização de Eventos. Durante a reunião foi realizado um resgate histórico das questões socioambientais em nível mundial e nacional.  Estiveram em pauta "Sustentabilidade", "Economia Verde" e "Governança", temáticas da Rio +20. Nesta reunião os facilitadores definiram os objetivos do comitê e a ações a serem desenvolvidas no primeiro semestre de 2012, além de aderirem a campanha nacional "Floresta Faz a Diferença". A próxima reunião do comitê, está prevista para janeiro de 2012. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ao Luar do Cerrado, o Curso de Formação de Monitores Ambientais do Parque Nacional das Emas encerra edição de 2011

Acampamento durante o módulo "Excursionismo e acampamento de mínimo impacto". Foto Simone Mamede.
 
O curso de Formação de Monitores Ambientais do Parque Nacional das Emas concluiu com êxito mais dois módulos neste final de semana (02 a 04 de dezembro), sob os temas Gestão de Unidade de Conservação e Excursionismo e Acampamento de Mínimo Impacto. Em Gestão de UC, os participantes acompanharam o histórico da criação das Unidades de Conservação no mundo, em especial no Brasil, e os esforços direcionados e congregados nesse tipo de estratégia de conservação do patrimônio natural e cultural de vários territórios.
Foi ressaltado que a gestão das UCs representa desafios que requerem empenho não apenas do órgão gestor, mas também o envolvimento da comunidade de entorno e dos demais atores sociais é fundamental para o sucesso do manejo nas UCs e eficiência na proteção da biodiversidade. Atividades de facilitação em grupo como open space permitiram melhor compreensão de como as UCs estão amparadas legalmente e sobre a concepção e funcão do zoneamento e Uso Público do Parque Nacional das Emas.


No módulo Excursionismo e Acampamento de Mínimo Impacto, Valdir Justino, ministrante e um dos idealizadores da AGMA (Associação de Guias e Monitores Ambientais de Costa Rica-MS), juntamente com Oséias Prado, abordou sobre a importância do cuidado e respeito aos ambientes naturais, visto representarem locais aprazíveis para o excursionismo e ecoturismo, porém altamente sensíveis ao impacto humano. Segundo Valdir, o Cerrado apresenta potenciais singulares ao ecoturismo e às excursões de pequena ou longa distância e, para os futuros monitores ambientais conferir e vivenciar tal afirmação, o mesmo os levou a empreender caminhada noturna em meio ao Cerrado, por aproximadamente seis quilômetros, até o lugar escolhido para o acampamento. Durante a caminhada a direção era dada por constelações de Órion, Sete Marias e outras. Parada para contemplação da bioluminescência, revezamento de líderes e orientações no ponto J.

Estrelas dão a direção. Foto: Valdir Justino.
















Um lobo-guará surpreendeu e presenteou as sentinelas do turno da madrugada com sons e cores representativas do Cerrado brasileiro.


Amanhecendo no Sertão. Foto: Maristela Benites
Momentos de descontração com poemas de Pablo Neruda e Mário Quintana conferiram harmonia e completude à atividade de acampamento. No retorno à sede, noções de orientação geográfica e de pioneria com técnicas de nós e amarras foram ministradas aos alunods, os quais manusearam bússolas e exercitaram os nós “ribeira”, “volta do fiel, “nó-direito” e outros, além das amarras “quadrada” e “cruzada”.
Entre nós e amarras. Foto: Simone Mamede
Como confraternização houve a Feira de Trocas entre os participantes. Os produtos trocados consistiram desde livros, tripés, telas pintadas, entre outros materiais que vão muito além do valor monetário. Essa iniciativa veio fortalecer a economia solidária, o consumo consciente e os laços entre os envolvidos no curso de formação de monitores ambientais de Emas.
Fortalecimento de laços e redução de consumo na Feira de Trocas. Foto: Oséias Prado.
Os módulos encerraram as atividades do curso previstas para 2011 com retorno em fevereiro de 2012.

Participantes do curso de Formação de Monitores Ambientais





Os módulos contaram com apoio da FUNDTUR - Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Prefeituras Municipais do entorno do Parque Nacional das Emas e Associações de Guias e Monitores Ambientais de Costa Rica, Chapadão do Céu, Serranópolis e Mineiros.
O próximo módulo "Biodiversidade do Cerrado" está previsto para o primeiro final de semana de fevereiro de 2012. Até lá!!! "Vaaaaaai Emas!!"


Foto: Oséias Prado.
Foto: Simone Mamede









No desnudar de cada amanhecer, o ser resgata o seu "eu passado" e o coloca diante do novo e despreendido momento do "agora", para amadurecer e fazer-se melhor.                                                                                                                   (Maria Vitória, 2011)




Foto: Simone Mamede

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Unidade de Conservação, Cooperação, Redes Comunitárias e Ecoturismo


Nos dias 11 a 13 de novembro o Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo e o PARNA das Emas promoveram os módulos IV e V do curso de Formação de Monitores Ambientais do Parque Nacional das Emas. O módulo IV “Unidade de Conservação” foi ministrado por Marcos Cunha (Diretor do Parque Nacional das Emas) e o módulo V “Cooperação, Redes Comunitárias e Ecoturismo”, teve como ministrante a Especialista em Redes Sociais da empresa Sinapses, Vivianne Amaral. Em Unidades de Conservação os alunos foram conduzidos a navegar pelos conceitos de Área Protegidas, Unidades de Conservação, seus tipos e categorias e como o ecoturismo se insere no uso público das Unidades de Conservação, em especial no Parna das Emas. Marcos reafirmou a importância da gestão compartilhada e da cooperação entre os diversos atores socais para assegurar a proteção da Unidade.
Em Cooperação, Redes comunitárias e Ecoturismo os alunos tiveram a oportunidade de visualizar, estabelecer conexões, reconhecendo suas redes, seus elos fortes e frágeis a serem fortalecidos para assegurar a existência de um Ecoturismo genuíno e colaborativo. Vivianne abordou sobre organização distribuída e os alunos caíram numa malha de sinapses com “suas lentes de ver redes”. Em dezembro os módulos abordarão “Excursionismo de mínimo impacto” e “Gestão de Unidade de Conservação” que oportunamente fecharão com uma Feira de Trocas a ser realizada como atividade de confraternização e de fortalecimento da economia solidária e sustentável.
Os módulos IV e V contaram com o apoio da FUNDTUR-MS, Prefeituras Municipais e Associações de Guias e Monitores Ambientais do Entorno (Costa Rica-MS, Chapadão do Céu-GO e Mineiros-GO). 
Abertura dos módulos

Ministrante do módulo "Unidade de Conservação"

Alvorada

Atividade Cultural com Nébias

Observação e registros de Redes Biológicas



Ministrante do módulo "Cooperação, Redes Comunitárias e Ecoturismo"

Construindo redes

Vivianne Amaral - Ministrante do módulo de "Cooperação, Redes Comunitárias e  Ecoturismo"

Intervalo com músicas brasileiras e paraguaias

Formando redes sociais

Tecendo redes locais 

Apresentação de Redes locais







Com óculos de ver redes....

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Curso Introdutório de Formação de Monitores Ambientais do Parque Estadual do Prosa reforça o Conhecimento, a Cooperação e a Alegria


Entre os dias 29 e 30 de outubro foi realizado o Curso Introdutório para Formação de Monitores Ambientais do Parque Estadual do Prosa (PEP). O curso teve como objetivo introduzir a qualificação de profissionais na área de monitoria ambiental para condução de visitantes no Parque Estadual do Prosa, uma das Unidades de Proteção Integral de Mato Grosso do Sul.

Esta iniciativa é resultante da parceria entre a Gerência de Unidade de Conservação do IMASUL com o Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo, e contou com a participação de acadêmicos da UEMS, UFMS, UCDB, Guardas-parque do PEP e Guias de Turismo da região. 
O gerente de Unidade de Conservação – IMASUL, Leonardo Tostes Palma, reforçou a importância da participação dos acadêmicos de Turismo, assim como de outras áreas nas ações de gestão e proteção das Unidades de Conservação do Estado. Segundo Leonardo “O monitoramento das visitações ao PEP deve ser feito por profissionais qualificados tendo em vista que a experiência do visitante deve congregar conhecimento e alegria”.
A acadêmica Michelle Bento Costermarii (turismo - UEMS) afirma que “o curso trouxe nova visão do que venha ser um monitor ambiental, que além de saber tem de gostar da atividade que realiza. Mais que conhecimento adquirido, o curso permitiu rica troca de experiências entre profissionais de múltiplas áreas”.
Já a acadêmica Mariana Bessa Sanches (Ciências Biológicas – UFMS) afirma que “em um pequeno espaço de tempo aprendi muito e adquiri novas experiências que são de importante valia, e que vão contribuir tanto para minha formação acadêmica como para minha vida e formação enquanto pessoa. Foi uma grande oportunidade de crescimento, dado o contato com a profissão de monitor ambiental e indagações que não seriam a mim ofertadas na universidade. Concluo o curso com novas expectativas para o futuro”.
A diretora do Instituto Mamede, Simone Mamede, reconhece na formação de monitores ambientais oportunidade de fortalecimento de valores, construção no coletivo e de envolvimento de diversos atores sociais para assegurar não somente proteção da biodiversidade do PEP, mas permitir que o ecoturismo seja exercido de forma consciente e sustentável, contribuindo no manejo adequado da UC e gerando benefícios correspondentes à sociedade envolvida.
A Formação de Monitores Ambientais do Parque Estadual do Prosa dará continuidade em 2012, como parte das ações para concretização de territórios sustentáveis e à melhor qualidade de vida das populações locais que detêm o conhecimento local e podem aumentar a proteção efetiva das Unidades de Conservação.