segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Como foi o II Busca ao Lifer?



O II Busca ao Lifer (busca pelo primeiro encontro com uma espécie nunca vista por você) aconteceu de 06 a 07 de setembro de 2014, na base de Campo do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo: RPPN Vale do Bugio, na região de Corguinho/MS.
Mais que encontro com lifers e espécies raras, o evento proporcionou um encontro consigo mesmo e com novos e antigos amigos, que fizeram do final de semana um dos momentos mais emocionantes desta temporada. Observar as aves, suas cores, shapes, comportamento etc., parece atividade simples, mas que revela o assombro do encontro, resultando em alegria compartilhada, incrível e prazerosa. A frase “no scoup” significava algo além do prazer, e, a cada procura, o termo significava prestes a ser mais feliz do que já se encontrava por ter registrado, mesmo com olhos nus ou com binóculos, um parente cada vez mais próximo – a ave.
Sobe morro, desce morro, retiram-se carrapatos da roupa, caminha-se silenciosamente até chegar a locais quase inacessíveis pelo ser humano e superar os próprios limites representam um pouco do que vivenciamos nesses dois dias, transcorridos, aliás, como um relâmpago.
Uirapuru- laranja - Lifer de muitos participantes
Dias intensos com saídas a campo por trilhas como a da Fenda, Trilha do Mirante, Trilha da Fonte, fazenda Serra Azul e tantos outros locais. À noite, papo de passarinho e photo-recap com muitas imagens, histórias, estórias e um compartilhar de experiências.
Depois do momento de socialização, ainda pela noite, o momento tão esperado: a “corujada”. Percurso noturno para o encontro com uma das corujas mais raras do país. Lanternas, binóculos, luneta e a entrada na mata, à noite a mata adquire inúmeros novos sons, mas o que sobressaía no local era o da Strix huhula: coruja-preta, que sobrevoou nossas cabeças para terminarmos a noite com um sorriso enorme e agradecermos pela felicidade do encontro.
Corujada
Durante os dois dias do II Busca ao Lifer foram mais de 90 registros de espécies de aves e inúmeros lifers (tabela 1).
Busca ao Lifer teve sua primeira edição em 2013 no Parque Nacional das Emas e a ideia é que o evento se torne uma tradição e percorra todos os biomas do Brasil, estendendo-se pela América Latina.
Aos que participaram deste II Busca ao Lifer, nossa gratidão pela companhia e esperamos revê-los em breve para vivenciarmos outros momentos na natureza. 


Valter Kruk
“Como é bom a existência do Busca ao lifer: um show de aves”!
(Valter Kruk – condutor de visitantes, Chapadão do Céu/GO)

Natalia
“Oportunidade de ficar no meio do mato e aprender sobre os sons da natureza”. (Natalia - estudante de jornalismo, Campo Grande/MS)



Essi Rafael
“Conhecer mais de si mesmo a partir da observação de seres que compartilham o mundo conosco”. (Essi Rafael – cineasta, Campo Grande/MS)

Renata Reinoso


“Ouver” a natureza de forma intensa e compartilhar momentos incríveis junto às aves. (Renata Reinoso - estudante de biologia, Campo Grande/MS



 
Lidia Coimbra


Ver, ouvir, sentir e estar intensamente só, dentro da mata e em companhia... (Lidia Coimbra – artista plástica, Taboco/MS)






André Oliveira
                               

Descobrimos, de fato, que somos aparelhados a gostar de passarinhos... Neste final de semana vimos nos olhos de todos (nos momentos lifers) a mesma sintonia... percebemos a abundância de sermos felizes por isto... (André de Oliveira - guia de observação de aves, Mineiros/GO)



Simone Mamede


Conviver com outros seres, voadores ou não, e compartilhar momentos de surpresa e alegria junto com pessoas tão especiais e seres tão incríveis... (Simone Mamede - bióloga, Campo Grande/MS)

Maristela Benites


Mais que expectativas satisfeitas, o Busca ao Lifer representou sintonia com o ambiente e sensação de parentesco com as plantas, aves e outros seres... (Maristela Benites da Silva - bióloga, Campo Grande/MS)








Tabela 1. Número de Espécies observadas e lifers individuais dos participantes do II Busca ao Lifer 2014

sábado, 23 de agosto de 2014

O que é o Busca ao Lifer – Birding Festival?

Galito (Alectrurus tricolor) - Lifer para muitos participantes do Busca ao Lifer, 2013.
Busca ao Lifer é um momento de confraternização entre pessoas que gostam de observar aves em liberdade e desfrutar de contato pleno com a natureza. O evento teve sua primeira edição em 2013 no Parque Nacional das Emas, promovido pelo Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo. A ideia é propagar a observação e contemplação das aves livres em seus ambientes naturais, com o mínimo de interferência humana.
Saída a campo

Entre as atividades durante o evento estão: saídas a campo, momento photo-recap, muito papo de passarinho e colheita. As saídas a campo significam o momento do encontro, quando as aves nos brindam com sua presença – ainda que em lampejos, muitas vezes, e você se pergunta: hum? Que? Como? Onde? Quem? Lifer? Êxtase! Momento mais que esperado, de vivência e enriquecimento pessoal e coletivo, a partir da interação e experiência com outros seres vivos.


Momento photo-recap
O momento photo-recap tem a ver com a construção da história viva. É a hora da troca de lifers, reflexões sobre o dia, contagem dos lifers (cada lifer representa a primeira vez que, reconhecidamente, se vê/ouve determinada espécie de ave), socialização e revisão de imagens, sorrisos e desejo de reviver cada instante e eternizá-lo.

No Papo de passarinho os participantes compartilham sua experiência com a observação de aves, buscam na memória estórias e histórias sobre aves, e se permitem encontrar-se consigo mesmo. Tipo terapia em grupo, quando a sua experiência enriquece e amplia a do outro.
Para o final, reserva-se a colheita: quando nos damos conta de quantas aves foram vistas, ouvidas, percebidas, admiradas e, mais que isso, o quanto
é bom interagirmos de forma reciprocamente positiva com o ambiente e como é possível tornar o poema perfeito e sentir-se parente de uma ave. Na bagagem? Muita história e lembrança de momentos únicos, especiais e inesquecíveis.

Mas você pode se perguntar: e se aparecer um mamífero, réptil, artrópode, a gente os ignora e segue, obstinadamente, em busca das aves? Não, sob hipótese alguma! O importante é celebrar o momento. No I Busca ao Lifer, o grupo foi presenteado, logo ao amanhecer, com a imagem de um lindo lobo-guará que se preparava para descansar depois de uma noite de caça. Mais tarde, a raposinha-do-campo, o teiú... E assim sucessivamente, os dias se passaram sempre em boa companhia e surpreendentes novidades.


A proposta é que o Busca ao Lifer se torne tradição e percorra várias regiões do Brasil. Neste ano (2014), o evento será realizado no período de 06 a 07 de setembro na base de campo do Instituto Mamede – RPPN Vale do Bugio, região de Corguinho/MS e em 2015 está previsto para a região do Pantanal. Na sequência se estenderá para outros biomas brasileiros.
Observar aves em liberdade e em seu comportamento natural é uma oportunidade bacana para contemplar e compreender a vida em sua totalidade. Venha participar conosco do II Busca ao Lifer no Cerrado: Birding Festival. Esperamos você!
Busca ao Lifer, 2014

Encontro com o Lifer

Colheita do Busca ao lifer, 2013.







Papo de passarinho










quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Professores de Chapadão do Céu se inspiram na biodiversidade do Parque Nacional das Emas para novas ações de Educação Ambiental à trama das ciências


Entre os dias 09 e 10 de agosto, uma vez mais, educadores de Chapadão do Céu tiveram oportunidade de vivenciar o Cerrado e sua essência com a trama das ciências. Educadores de diversas disciplinas do ensino básico se uniram para construção de novas ações e aprimoramento da educação ambiental no âmbito formal.
Resultaram os projetos: diferenças individuais entre plantas e suas abordagem no contexto social e em sala de aula; a importância das abelhas com enfoque ao contexto escolar; diversidade de folhas do Cerrado como instrumento para aprimoramento da percepção sensorial em alunos da educação infantil.







Nessa época do ano, o Cerrado no Parque das Emas assume colorido especial com dias quase sem nuvens, por isso, de azul especial e encantador. O mesmo se aplica para as noites, pontilhadas de estrelas, luar, meteoros em deslocamento e inúmeras constelações que trazem a realidade da terminologia Chapadão. Ao contrário do que se pensa, em plena estação seca é possível admirar como o Cerrado se reveste de incrível diversidade de flores com cores e formas de rara beleza.
Foi nesse cenário que várias práticas de educação ambiental foram aplicadas e outras criadas para experienciar cada momento e elementos do Cerrado.


A ideia é que as aulas, sejam de língua portuguesa, inglesa, geografia, ciências, artes, história e todas as demais, se tornem atrativas aos alunos e que os mesmos tenham a oportunidade de aplicar o conhecimento na natureza e, principalmente dela extrair, informações para o seu dia-a-dia, uma vez que natureza e sociedade são indissociáveis e falar de ambiente, naturalmente inclui o ser humano.

No entanto, para que esse vínculo seja mantido ou resgatado é necessário habilitar os mediadores da educação, neste caso, os educadores que participam do processo educativo no âmbito da escola. Como abordado por Manoel de Barros, é necessário que o verbo pegue delírio...

A professora Cristiane, argumenta que a vivencia no Parque pode representar estímulo para o resgate do verde nos quintais. Professora Beth completa que, além da vida lá fora, pode-se perceber a vida dentro de si, sentir o coração bater, o vento soprar, sintonia que na cidade nem sempre é possível alcançar. 
   
Na mesma linha de pensamento, professora Fran encerra que a experienciação de cada vivência e a conexão com o ambiente, foram importantes para depois aplicá-las entre os alunos, de modo a extrair o melhor de cada aluno, tornando-os mais respeitosos entre si, sensíveis ao Cerrado, melhorando a capacidade de expressão de cada um deles.






Os professores também exercitaram uma das formas de arte-educação, através da pintura de lápis de cor com a artista plástica Lidia Coimbra. Cada professor, produziu uma imagem sobre espécie de ave encontrada no Cerrado.







 Assim, o curso se encerrou com o compromisso de cada educador em tornar-se agentes de transformação para novos olhares para o Cerrado e contribuir para que a educação ambiental crítica e seja realidade inter e multidisciplinar em cada escola onde atuam.
O projeto é uma iniciativa do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo e do Núcleo de Educação Ambiental do Parque Nacional das Emas, em parceria do Parque Nacional das Emas, Secretaria Municipal de Educação de Chapadão do Céu-GO e apoio da Cerradinho Bio.
Em outubro tem mais e será a última edição do Projeto Educação Ambiental e a Trama das Ciências com Professores de Chapadão do Céu! Inscreva-se na secretaria de educação com a bióloga Bruna Rengel.