sábado, 29 de março de 2014

Com Olhos de Ver Aves no Parque Nacional das Emas: Sensibilizando Olhares para a Proteção da Biodiversidade do Cerrado

Um Bom dia ao dia na III Edição do projeto "Com Olhos de Ver Aves no Parque Nacional das Emas".

Mutum-de-penacho (fêmea). Foto: M. Benites
E lá vem elas. Chegam de ônibus, com mochilas, bolsas, bagagem cheia de expectativas. Olhares tomados de curiosidade. O que ver primeiro? O mutum-de-penacho? O canário-da-terra? A maria-faceira? Ou o destemido quero-quero que logo evidencia os “esporões” exigindo respeito e provando que está pronto para qualquer embate em defesa de seu território? É tanta coisa pra ver que a fogo-apagou quase passa despercebida, não fosse o voo sonoro, em seguida o canto que repete o nome que recebeu: fogo-apagou!



Quem são? Como são? Por que vieram? Qual a pequena ou longa história de vida de cada uma daquelas crianças de 06 a 50 anos que chegaram para mais uma vivência do projeto “Com Olhos de Ver Aves no Parque Nacional das Emas”? Não importa, ao longo da manhã fomos conhecendo, a partir da convivência, como era cada uma delas.

O importante mesmo foi receber de braços abertos mais uma turminha, dessa vez de Chapadão do Céu-GO, que se dispôs em pleno sábado - após uma semana inteira de aulas na escola -, acordar cedo e se preparar para revisitar (quem já conhecia) ou conhecer, pela primeira vez, o paraíso de Cerrado chamado Parque Nacional das Emas. A riqueza biológica desse lugar é pulsante. E os primeiros vertebrados mais abundantes vistos e/ou ouvidos por todos os lados são as aves. Então, como interagir com elas? Como reconhecê-las e nominá-las? Como saber mais sobre elas? Fácil!
 
Maria-faceira. Foto: Simone Mamede
 É só passar pelas 3 estações simultâneas: Papo de passarinho (contação de estórias sobre as aves), Ciranda de bem-te-vi (jogos biopedagógicos com tema aves) e Olha o passarinho (saída a campo para observação e fotografia de aves).
Pica-pau-de-topete-vermelho (macho). Foto: Maristela Benites
Embora a temática seja Aves, todas as estações enfatizam que a ave não vive sozinha e não é autossuficiente em relação aos recursos naturais: todas precisam de ambiente com disponibilidade de água, plantas, alimento, lugar para se reproduzir, se abrigar, enfim, viver em segurança. Portanto, o ser humano precisa se comprometer para manter espaços suficientes e de qualidade para todos os seres vivos com os quais divide o planeta e dos quais é interdependente.



 Emoção ao assistir exibições das aves (displays), diversão com os jogos da memória que desafiam a concentração, assombro ao celebrar a liberdade do voo! Houve quem dissesse que o mais marcante da atividade foi a sensação de liberdade demonstrada pelas aves observadas.


Apesar da falta de binóculos para todos, os poucos adquiridos e emprestados foram fundamentais para cada assombro e êxtase provocados pelo voo, cores e sons das aves. O exercício do compartilhar, auxiliar, desfrutar junto, foram algumas das virtudes exploradas nas atividades.
Ao final, uma grande roda com 50 pessoas partilharam o piquenique, e a Feira de Trocas enriqueceu cada um com sorrisos, abraços e lembranças que, ao invés de serem descartadas, passarão a circular entre amigos, em réplica aos movimentos cíclicos da natureza.


Papo de passarinho (Contação de estórias)


Diante de toda essa intensidade de beleza, riqueza, sensibilidade e alegria, o grupo não poderia ter outro nome a não ser: Felicidade, Amor, Observação!

A cada grupo que passa pelo projeto a esperança é renovada a fim de que seja o pontapé para Novos Olhares ao Cerrado e sua Biodiversidade.

Um convite para Olhar a Natureza com Olhos de VER e Ouvidos de OuVer!!




Essa é uma das atividades voluntárias desenvolvidas pelo Instituto Mamede e Núcleo de Educação Ambiental do Parque Nacional das Emas. 

Gratidão a todos os amigos que proporcionaram o lindo dia de hoje!

Se você tem binóculo em bom estado de conservação, que não esteja usando e queira fazer doação ao projeto "Com olhos de ver aves", entre em contato conosco e antecipadamente já agradecemos!

O próximo encontro do projeto será em Junho do corrente ano. Fique ligado e participe conosco!


Olha o Passarinho
Ciranda de Bem-te-vi

sexta-feira, 28 de março de 2014

Novo Destino para Birdwatching no Silvestre Park Hotel, Rio Verde-GO



Todos concordam que para Observar Aves ou Passarinhar no Brasil e no Cerrado, basta sair, ou melhor, querer. Muitas vezes nem é preciso viajar longas distâncias, basta aumentar a percepção dos olhos e ouvidos para desfrutar da companhia das aves no próprio quintal. No entanto, dependendo do


grau de urbanidade e interferência humana haverá poucas ou muitas aves por perto. Por isso, locais que se dispõem a oferecer o birdwatching (observação de aves) como destino ou roteiro turístico devem manter áreas e refúgios naturais que, assim sendo, naturalmente abrigarão alta biodiversidade ao alcance do observador. 
 
Chegando ao Silvestre Park se nota que, de longe, não se trata de um lugar comum. Ao mesmo tempo em que se procura satisfazer o visitante com perfil tipicamente urbano em busca de lazer, há espaços próprios para quem almeja interagir plenamente com a natureza e enriquecer-se dela.
Possui remanescentes vegetacionais importantes, representativos tanto de formações tipicamente de Cerrado, quanto fisionomias florestais presentes no bioma. Em virtude de sua localização geográfica abranger córregos e nascentes, grande parte da vegetação está associada à água (matas de galeria, paludosas e veredas de buritis), o que favorece presença expressiva de hábitats florestais. Nesse contexto de alta disponibilidade hídrica e matas, as aves também são de riqueza pulsante, principalmente aquelas dependentes desses ambientes.
Outra característica importante que potencializa o Silvestre Park como um destino para a prática da Observação de Aves é a presença de espécies vegetais frutíferas nas áreas de convivência. Além de favorecer a permanência constante de várias espécies, permite que não apenas o observador experiente desfrute da diversidade de aves, mas pode, principalmente, despertar atenção e interesse de pessoas que venham a se identificar com essa prática e se sensibilizem pela conservação ambiental. Pode transformar posturas, agregar valor ao local e servir de bom exemplo para outros empreendimentos. Isto também se aplica a trabalhos com escolas, no se que se refere à educação ambiental e vivências na natureza.

A observação de aves ainda é pouco fomentada e desenvolvida no estado de Goiás, o que pode tornar o Silvestre Park como destaque na vanguarda desse processo.

Em menos de uma semana foram avistadas e/ou ouvidas 140 espécies de aves, mais de 50% da riqueza registrada para o município (e.g., www.wikiaves.com.br). Atualmente são reconhecidas mais de 1900 espécies no território brasileiro e, no Cerrado, os números superam 850 espécies, várias das quais de ocorrência exclusiva nesse bioma.

Circuito de Birdwatching Parque Nacional das Emas – Silvestre Park Hotel - Rio Verde de Goiás
Atualmente, o local mais próximo a Rio Verde oferecido nacional e internacionalmente como destino para observação de aves é o Parque Nacional das Emas, distante cerca de 250km. Com a implantação do turismo de birdwatching no Silvestre Park, além de reduzir a distância ao destino de observação Parque Nacional das Emas, para os que partem de Goiânia e Brasília,
  por exemplo, amplia-se e potencializa o número de registros das espécies (check list), uma vez que a avifauna do Parque das Emas caracteriza-se principalmente por aves que frequentam áreas abertas. Em contrapartida, as aves ocorrentes no Silvestre Park referem-se, em grande parte, àquelas associadas a ambientes florestais e à água, ou seja, há integração perfeita de roteiros.



Rio Verde também integra o Circuito Pegadas do Cerrado e Região Agroecológica de Goiás, os quais podem fomentar e desenvolver o turismo de birdwatching, promovendo integração e diversificação do segmento turístico da região. 

Para a Observação de Aves no Silvestre Park foram planejadas três trilhas interpretativas com mirantes e torres de observação: Trilha do Chora-chuva, Trilha do Soldadinho e Trilha do Udu-de-coroa-azul, todas com alta riqueza de espécies. A Trilha do Udu-de-coroa-azul foi planejada com enfoque ao público infantil, é mais curta e com placas específicas a esse público, no entanto, adultos de todas as idades também poderão vivenciá-la e curtir.

Suspeito que passarinhar é cativante e toca a alma! Então, sair, ver, ouvir e passarinhar, é só começar!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Formação de Operadores de Esportes Aquáticos no Parque Nacional das Emas


Neste final de semana  (21 a 23 de março) no Parque Nacional das Emas estiveram reunidos pessoas de Rio Verde de Goiás, Mineiros- GO, Chapadão do Céu- GO, Costa Rica – MS  e Campo Grande – MS para o curso de Formação de Operadores de Esportes Aquáticos para atuarem nesta Unidade de Conservação.
 A ideia foi de fortalecer e profissionalizar equipes para um Turismo de Aventura, mas jamais deixando de ser Sustentável e responsável Socialmente e Ambientalmente.  Foram três dias de muita atividade aquática e muita teoria a respeito de dois produtos que já vem sendo oferecidos no Parque Nacional das Emas: Boia-cross e Descida de Bote(floating).  Os pontos em destaque no curso foram: Planejamento, segurança, Ecoturismo em Unidade de Conservação e Qualidade da experiência do Visitante. Agora os participantes seguem para o período de estagio monitorado e serão acompanhados por profissionais já atuantes para adquirirem prática na atividade. 

O curso promovido pelo Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo em parceria com o Parque Nacional das Emas/ICMBio e Trilhas do Cerrado é mais uma iniciativa de fortalecimento do Ecoturismo e do Turismo de Base Comunitária.  O mesmo foi ministrado por Marcos Cunha e Nelio Carrijo com a contribuição de profissionais do Instituto Mamede com teorias e práticas de Educação Ambiental em Ambientes Naturais. Dando seqüência a essa formação o próximo módulo será Flutuação e Canoagem previsto para este primeiro semestre.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Multiplicando a Educação Ambiental com Trama das Ciências no Parque Nacional das Emas


Dias alegres e de intensa aprendizagem para professores, monitores e outros profissionais da Educação de Chapadão do Céu-GO que estiveram neste final de semana no Parque Nacional das Emas, participando da II Oficina de Educação Ambiental: A Trama das Ciências para Educadores de Chapadão do Céu

O desafio? Tramar a prática contínua de uma Educação Transformadora para a Sustentabilidade entre as mais diversas ciências, inovar, desconstruir e construir um mundo novo a partir da visão sistêmica, de diversidade, integração dos saberes. O curso ministrado pela equipe de Educadores Ambientais do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo teve apoio da Cerradinho Bio, Secretaria Municipal de Educação e do Parque Nacional das Emas/ICMBio. Estiveram envolvidos na oficina professores das mais diversas áreas das ciências atuantes na educação infantil, ensinos fundamental e médio. Além da trama, os professores se prepararam para desenvolver projetos de Educação Ambiental na Unidade de Conservação tornando, desta forma, o Parque Nacional das Emas como espaço contínuo de socialização, aprendizagem e vivência com o Cerrado.

Sob o pensamento “unidos na diferença por um objetivo comum”, os educadores foram conduzidos para reflexões teóricas e práticas em conteúdo que envolveu desde vivências de sensibilização e de contato com a natureza até a Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental no Âmbito do Sistema Nacional de Unidade de Conservação – SNUC. Segundo a professora Celvia, o que mais a impressionou foi que os dias se passaram e não houve fadiga ou monotonia, houve muita interação, dinamismo, horizontalidade de pensamentos, aprendizagem, sensibilidade e motivação: ingredientes infalíveis para o sucesso da Educação Ambiental.




Dentro desta proposta  haverá ainda mais três encontros para outros professores do município que desejarem Vivenciar a Educação Ambiental e o Cerrado em sua Plenitude. As próximas oficinas acontecerão nos meses de maio, agosto e novembro/2014.

As inscrições são gratuitas e cada oficina pode ter no máximo 20 inscritos. Mais informações, procure a Secretaria Municipal de Educação de Chapadão do Céu-GO. Contato: Bióloga Bruna Rengel.