quinta-feira, 22 de maio de 2014

I Módulo do Curso de Formação de Condutores de Visitantes do Parque Nacional das Emas – Ecologia do Cerrado (09 a 11/05)



Dada a largada para mais uma turma de monitores ambientais, hoje condutores de visitantes, do Parque Nacional das Emas. Mas o termo aqui aplicado, “largada”, nada tem a ver com a racionalidade da competição, seja esta no contexto esportivo, mercadológico ou do senso comum. O que se almeja é inaugurar, lançar, acolher e preparar pessoas que estejam dispostas a amar, sentir, sonhar, lutar e proteger colaborativamente. Proteger a vida, as suas vidas, as nossas que se formam, se conformam e se completam no outro, do outro. Que outros? Nos seres do Cerrado, seja na planta, no musgo, no fungo, na árvore torta, reta, baixa, alta, na jaratataca, na onça ou no piu da meia-lua-do-cerrado que desperta cada manhã do Parque Nacional das Emas.
 
 

Se tudo está intimamente relacionado, ainda que pouco perceptível a alguns, é preciso internalizar tal percepção e interagir com o meio para somente a partir daí cativar o olhar do outro e tornar possível a transformação de valores.
O curso de monitores ambientais tem a ver com orgulho de ser cerradense, de morar próximo a um patrimônio natural especial, ao mesmo tempo singelo e exuberante que é o Parque Nacional das Emas. O gigante, com seus mais 132 mil hectares, nem sempre se mostra tão potente assim, dada a fragilidade do seu entorno em suavizar os impactos e em valorizar a riqueza e soberania de vida ali contidas. Naquele espaço é a vida no e do Cerrado que torna a nossa possível, desde as mais refinadas e intrincadas conexões ecológicas até a beleza espetacular que causa assombro aos nossos sentidos. 
O curso visa também, agregar mão de obra local, gerar renda e consolidar o turismo de base comunitária na região.

O primeiro módulo, dos aproximadamente 12, introduziu a Ecologia do Cerrado no contexto local e regional. Olhos atentos às fitofisionomias do Cerrado (campo limpo, campo sujo, campo cerrado, cerrado típico), aos elementos vegetais e paisagísticos que caracterizam o Cerrado. O fogo é bom ou ruim ao Cerrado? Se é bom, quando, onde e como? Esculturas do Cerrado: o que arte, a nossa arte interna e compartilhada pode ajudar a melhorar nossa concepção sobre as paisagens do Cerrado?
Monitor Ambiental ou condutor de visitantes, além de agente de conservação, ele tem o condão de encantar, de realizar sonhos, mas primeiro deve-se começar consigo mesmo. Daí o curso de formação com cerca de 250 horas distribuídas em encontros regulares e mensais de 20 a 30 horas, 90% deles no Parque Nacional das Emas. O restante promovido no entorno, a fim de fomentar o ecoturismo regionalizado.
Seria loucura parar, viajar só para interagir com a natureza, contemplar e admirar o Cerrado? Será o bastante passar quase um ano aprendendo sobre o Cerrado e o Parque Nacional das Emas? A amizade será elo importante nessa travessia?
Assim o módulo foi concluído com Feira de Trocas e resumiu-se nos termos LOUCURA, CONHECIMENTO E AMIZADE! Que estes elementos não faltem enquanto combustíveis a nos mover para o próximo módulo: Educação Ambiental no contexto das UCs e do Parque Nacional das Emas! Gratidão ao Parque Nacional das Emas, ICMBio e participantes!
Você também pode fazer parte desse time!! Quer?



















quinta-feira, 8 de maio de 2014

Educadores de Chapadão do Céu tecem a trama das ciências no Cerrado e com o Cerrado do Parque Nacional das Emas



Sentir a brisa da manhã e contemplar a névoa que repousa no Cerrado nas manhãs de maio, sem dúvida são experiências a se guardar eternamente. Este cenário foi palco para mais uma edição do projeto A Trama das Ciências e Educação Ambiental com Professores de Chapadão do Céu-GO no Parque Nacional das Emas. Vinte horas representaram muito pouco tempo para se explorar as infinitas possibilidades de desenvolvimento da Educação Ambiental no Cerrado e em cada disciplina representada pelos professores presentes.

 Ideias como Arte e educação no contexto do Cerrado, Reconhecimento e valorização da biodiversidade do Cerrado, Habilidades e enfoque cultural sobre as plantas do Cerrado e até Entrevista Animal foram alguns dos temas elaborados para planos de aula a partir das vivências compartilhadas entre os educadores. Troca de energia com o Cerrado, sorrisos, abraços e círculos que, em força centrípeta, cativavam boas ideias, histórias de vida, boas energias num permanente giro embalado de sons, cores, odores e movimentos do Cerrado. 





Até produtos e serviços foram colocados na roda (Feira de Trocas), em convite ao constante movimento cíclico da natureza que cicla, recicla, prolonga a vida e disponibiliza componentes para a vida.
 


A troca fortalece laços de amizade, estimula a comunhão, tece redes eternas entre pessoas, subverte a lógica do mercado, valoriza pessoas e não "coisas" e promove sorrisos, muitos sorrisos.





Na fala dos participantes cada um se deu conta de algum achado no Cerrado. Algumas frases podem ser acompanhadas a seguir:
Na natureza é que encontro o meu eu... 
Na diversidade é que encontramos unidade... 
Estar no Cerrado é sentir a liberdade de um pássaro... 
No Cerrado, no encontro com a vida, eu posso ser eu...
Conclusão unânime foi a percepção sobre a necessidade de preparação prévia do alunado que pretende visitar o Parque Nacional das Emas. Assim, a trama das ciências veio em boa hora.
Mas não acabou, ainda teremos mais 02 encontros até o fim de 2014. 

Se você é educador(a) e mora em Chapadão do Céu, ainda dá tempo de experienciar cada momento aqui descrito e outros mais que poderão surgir nessa travessia pelo sertão. 
Se informe na secretaria municipal de educação com a educadora Bruna Rengel e garanta sua inscrição. A participação é gratuita. Próximo encontro será na primeira semana de Agosto/2014.



O projeto é empreendido pelo Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo em parceria com o Parque Nacional das Emas, secretaria municipal de educação de Chapadão do Céu-GO e apoio da Cerradinho Bio.