sábado, 23 de agosto de 2014

O que é o Busca ao Lifer – Birding Festival?

Galito (Alectrurus tricolor) - Lifer para muitos participantes do Busca ao Lifer, 2013.
Busca ao Lifer é um momento de confraternização entre pessoas que gostam de observar aves em liberdade e desfrutar de contato pleno com a natureza. O evento teve sua primeira edição em 2013 no Parque Nacional das Emas, promovido pelo Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo. A ideia é propagar a observação e contemplação das aves livres em seus ambientes naturais, com o mínimo de interferência humana.
Saída a campo

Entre as atividades durante o evento estão: saídas a campo, momento photo-recap, muito papo de passarinho e colheita. As saídas a campo significam o momento do encontro, quando as aves nos brindam com sua presença – ainda que em lampejos, muitas vezes, e você se pergunta: hum? Que? Como? Onde? Quem? Lifer? Êxtase! Momento mais que esperado, de vivência e enriquecimento pessoal e coletivo, a partir da interação e experiência com outros seres vivos.


Momento photo-recap
O momento photo-recap tem a ver com a construção da história viva. É a hora da troca de lifers, reflexões sobre o dia, contagem dos lifers (cada lifer representa a primeira vez que, reconhecidamente, se vê/ouve determinada espécie de ave), socialização e revisão de imagens, sorrisos e desejo de reviver cada instante e eternizá-lo.

No Papo de passarinho os participantes compartilham sua experiência com a observação de aves, buscam na memória estórias e histórias sobre aves, e se permitem encontrar-se consigo mesmo. Tipo terapia em grupo, quando a sua experiência enriquece e amplia a do outro.
Para o final, reserva-se a colheita: quando nos damos conta de quantas aves foram vistas, ouvidas, percebidas, admiradas e, mais que isso, o quanto
é bom interagirmos de forma reciprocamente positiva com o ambiente e como é possível tornar o poema perfeito e sentir-se parente de uma ave. Na bagagem? Muita história e lembrança de momentos únicos, especiais e inesquecíveis.

Mas você pode se perguntar: e se aparecer um mamífero, réptil, artrópode, a gente os ignora e segue, obstinadamente, em busca das aves? Não, sob hipótese alguma! O importante é celebrar o momento. No I Busca ao Lifer, o grupo foi presenteado, logo ao amanhecer, com a imagem de um lindo lobo-guará que se preparava para descansar depois de uma noite de caça. Mais tarde, a raposinha-do-campo, o teiú... E assim sucessivamente, os dias se passaram sempre em boa companhia e surpreendentes novidades.


A proposta é que o Busca ao Lifer se torne tradição e percorra várias regiões do Brasil. Neste ano (2014), o evento será realizado no período de 06 a 07 de setembro na base de campo do Instituto Mamede – RPPN Vale do Bugio, região de Corguinho/MS e em 2015 está previsto para a região do Pantanal. Na sequência se estenderá para outros biomas brasileiros.
Observar aves em liberdade e em seu comportamento natural é uma oportunidade bacana para contemplar e compreender a vida em sua totalidade. Venha participar conosco do II Busca ao Lifer no Cerrado: Birding Festival. Esperamos você!
Busca ao Lifer, 2014

Encontro com o Lifer

Colheita do Busca ao lifer, 2013.







Papo de passarinho










quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Professores de Chapadão do Céu se inspiram na biodiversidade do Parque Nacional das Emas para novas ações de Educação Ambiental à trama das ciências


Entre os dias 09 e 10 de agosto, uma vez mais, educadores de Chapadão do Céu tiveram oportunidade de vivenciar o Cerrado e sua essência com a trama das ciências. Educadores de diversas disciplinas do ensino básico se uniram para construção de novas ações e aprimoramento da educação ambiental no âmbito formal.
Resultaram os projetos: diferenças individuais entre plantas e suas abordagem no contexto social e em sala de aula; a importância das abelhas com enfoque ao contexto escolar; diversidade de folhas do Cerrado como instrumento para aprimoramento da percepção sensorial em alunos da educação infantil.







Nessa época do ano, o Cerrado no Parque das Emas assume colorido especial com dias quase sem nuvens, por isso, de azul especial e encantador. O mesmo se aplica para as noites, pontilhadas de estrelas, luar, meteoros em deslocamento e inúmeras constelações que trazem a realidade da terminologia Chapadão. Ao contrário do que se pensa, em plena estação seca é possível admirar como o Cerrado se reveste de incrível diversidade de flores com cores e formas de rara beleza.
Foi nesse cenário que várias práticas de educação ambiental foram aplicadas e outras criadas para experienciar cada momento e elementos do Cerrado.


A ideia é que as aulas, sejam de língua portuguesa, inglesa, geografia, ciências, artes, história e todas as demais, se tornem atrativas aos alunos e que os mesmos tenham a oportunidade de aplicar o conhecimento na natureza e, principalmente dela extrair, informações para o seu dia-a-dia, uma vez que natureza e sociedade são indissociáveis e falar de ambiente, naturalmente inclui o ser humano.

No entanto, para que esse vínculo seja mantido ou resgatado é necessário habilitar os mediadores da educação, neste caso, os educadores que participam do processo educativo no âmbito da escola. Como abordado por Manoel de Barros, é necessário que o verbo pegue delírio...

A professora Cristiane, argumenta que a vivencia no Parque pode representar estímulo para o resgate do verde nos quintais. Professora Beth completa que, além da vida lá fora, pode-se perceber a vida dentro de si, sentir o coração bater, o vento soprar, sintonia que na cidade nem sempre é possível alcançar. 
   
Na mesma linha de pensamento, professora Fran encerra que a experienciação de cada vivência e a conexão com o ambiente, foram importantes para depois aplicá-las entre os alunos, de modo a extrair o melhor de cada aluno, tornando-os mais respeitosos entre si, sensíveis ao Cerrado, melhorando a capacidade de expressão de cada um deles.






Os professores também exercitaram uma das formas de arte-educação, através da pintura de lápis de cor com a artista plástica Lidia Coimbra. Cada professor, produziu uma imagem sobre espécie de ave encontrada no Cerrado.







 Assim, o curso se encerrou com o compromisso de cada educador em tornar-se agentes de transformação para novos olhares para o Cerrado e contribuir para que a educação ambiental crítica e seja realidade inter e multidisciplinar em cada escola onde atuam.
O projeto é uma iniciativa do Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo e do Núcleo de Educação Ambiental do Parque Nacional das Emas, em parceria do Parque Nacional das Emas, Secretaria Municipal de Educação de Chapadão do Céu-GO e apoio da Cerradinho Bio.
Em outubro tem mais e será a última edição do Projeto Educação Ambiental e a Trama das Ciências com Professores de Chapadão do Céu! Inscreva-se na secretaria de educação com a bióloga Bruna Rengel.


 

 




 
 

Como foi a Oficina com a menina do lápis de cor, no Parque Nacional das Emas?


Três dias com muito lápis, cores, imagens, sons, vida e alegria. A Oficina teve além de teoria e prática em lápis de cor, saídas a campo para o contato com o Cerrado, seus elementos, cores e formas. A busca da essência através de olhares sensíveis ao Cerrado brasileiro, ele a maior referência desta equipe para a pintura estava latente.

A oficina superou a perspectiva sobre técnicas de pintura e desenho, foi um encontro Com o Sagrado Cerrado e suas revelações. Uma imersão num infinito de estruturas, texturas e a arte de colorir.

A artista plástica Lidia Coimbra afirma que a arte está em todas as pessoas e ela deve ser estimulada. O lápis de cor aliado a técnicas simples podem revelar o artista que existe em cada um.



A aluna Maria Rotilli comenta que foi interessante aprender novas técnicas para a pintura em lápis de cor e que, além disso, teve uma ótima professora para que seu trabalho chegasse ao resultado final. Eliza Generoso também avaliou que se descobriu na arte da pintura em lápis de cor e pretende continuar pintando.

Todos puderam acompanhar a evolução da própria arte nas seguintes etapas: 1) pintura sem técnica; 2) com instruções gerais e 3) com técnica de pintura em lápis de cor. No final da oficina as obras foram expostas na galeria do Núcleo de Educação Ambiental do Parque e a exposição foi aberta ao público.


Os visitantes da Unidade de Conservação que por lá passaram ficaram encantados por verem de perto as espécies traduzidas nas pinturas como galito, mineirinho, verão, papagaio-verdadeiro, surucuá, e tantos outros. A oficina possibilitou um encontro de gerações, cuja arte experienciada conseguiu formar uma ciranda colorida com crianças de todas as idades que, de repente, se viram encantadas com as aves do Cerrado e unidas em prol da conservação da biodiversidade desse importante bioma.
A arte-educação é um instrumento que tem contribuído na luta pelas questões socioambientais, na sensibilização das comunidades e conquistando novos militantes e educadores ambientais pelo Sertão.

A oficina foi promovida pelo Instituto Mamede de Pesquisa Ambiental e Ecoturismo em parceria do Instituto Quinta do Sol e Parque Nacional das Emas.