Educação Ambiental

Este espaço é reservado para algumas práticas e metodologias em educação ambiental. Entre as iniciativas, estão filmes, textos teatrais e programas radiofônicos, todos voltados a sensibilização, conscientização, interpretação e educação ambiental. 

- Programas de rádio com temática socioambiental: 


  

- Textos para peças de teatro com temática socioambiental

Peças de Teatro disponíveis aqui: 
A revolta da caixa de sabão em pó, Squisitus pacas, Pagando o maior mico e Uma odisséia no intestino grosso.


A Revolta da Caixa de Sabão em Pó
 (texto do livro Interpretando a Natureza subsídios para a educação ambiental (Mamede, 2000)

Apresentação da peça de Teatro " A Revolta da Caixa de Sabão em Pó". Grupo TECBAP. Teatro: Aracy Balabanian, Campo Grande 1999




Personagens
Narrador
Caixa de Sabão em Pó
Latinha de refrigereco da Silva
Wisque Junior
Ruim Brill
Turistas
Ambientalistas

 Ambiente  - Barraca de um rio

NARRADOR:   Vocês devem estar pensando . . .   tanto lixo  a solta por aí , é realmente tem muito lixo  a  “galderiar” por  aí, se pensarmos mais profundamente quem já não jogou um lixinho no chão. Põe a mão na consciência . . . O que será que pensa o lixo que  foi jogado . . . Será que o lixo se sente rejeitado ?  Talvez  possa até se sentir um lixo a esquerda ou a direita . . . Nem todo lixo é realmente um lixo  e  por isso que  ela, a senhorita Caixa de Sabão em Pó, ficou  muito furiosa quando foi largada  como uma qualquer na beira da  barranca do rio Paraguai.    Quem diria ela  a conceituada  Senhorita Caixa de Sabão em pó, prestes a ser esmagada  por toneladas  de lixos deixadas por   irresponsáveis seres humanos  nas margens do grandioso Rio. . .   E lá está  ela,   vazia      e  com teorias nada furadas para uma caixa  de sabão 
  
(Canta indignada)
CX   : -  Será que é minha  pele, será que é meu cabelo,  será que  eu sou magra  ou engordei?         Será que é minha roupa   . . .  Por que  ninguém  gosta  de mim ???  (grita para um ser humano que passa na barranca)
            - EI!! EI !!!!  EI!!!  EI  !!!!  Você  aí ,  me tira daqui!!!!!     
             O seu, seu sujismundo  !!!!!! (joga pedra  revoltada)

Ruimbril: -  Oi minha cara colega,  por que estás tão revoltada  ????

CX:   - Estou   tão revoltada pela mesma forma que você deveria estar !!!!!!

Ruimbril:  - Ei calma!!!  Eu não tenho nada a ver com seus problemas existenciais  !!!!

CX:  -  É por causa de pensamento  egoístas  como o seu é    que  permanecemos  pobres lixos . . .  Em locais incorretos como este, pense um pouco em mim,  em você  e nessa própria barranca . . .

Ruimbril  : Puxa!!!  Cara  colega caixa  de sabão em pó, você até que tem  toda razão, não somos lixos, só não  fomos reutilizados  de forma adequada !!!!

CX  - Isso mesmo,  e essa barranca coitada é uma infeliz por  estar sem sua mata característica, sem  sua proteção . . .  Nós não pertencemos á este ambiente. . .

Ruimbril e CX: :  (   Vendo um ser humano passar gritam )
  - Ei!! Ou!!!  Ei !!! Ei!!!! Ei!!!!!!!EEEEEEEEEEEEEEEEiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii   . . ..
Seu porco,   sem cultura. . . 

Latinha:   Eu, hein !!!  O que está acontecendo aqui   gente. Quem diria você Ruimbril  sempre achei você tão culto  cheio de brio , educado. . . Que algazarra é essa pra que tanta gritaria ????

Ruimbril:  É que   a senhorita Caixa  de sabão em pó   abriu meus olhos para a vida!!!!  Aqui não é nosso habitat natural,   a palha de aço já foi utilizada e hoje eu sou apenas um plástico, minha vida de plástico é quase eterna . . .  Eu permanecerei  nesta barranca por mais de cem anos se ninguém  me tirar daqui. . .  Eu não faço parte desta composição natural, eu não sou nenhuma árvore, nenhum biguazinho. . . 

Latinha:  Não acredito   que essa idéia surgiu   desta Caixa, sempre a achei tão quadrada !!!!

CX   - Ei calma aí , quadrada  vírgula . . .

Latinha:  Agora vai me dizer que é redonda. . .

CX:  - Não  sou, mas poderei ser . . .  Esse sonho ainda  vai ser realizado. Ah ,   se eu for reciclada  posso me tornar  um  envelope  para cartas românticas, um  cartão  de natal !!!!  Um  caderno  para alunos estudiosos das escolas públicas deste Brasil. . .   Hummm!!!!! Vai ser maravilhoso !!!! Mas o que eu quero mesmo é ser um cartão natalino. . ..    

Latinha:  -   AHH!!! RRáRRá!!!!! Estou até vendo  aqueles seres humanos escrevendo  o de sempre . . . FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO !!!!!   E se bobear ainda vão   rasurar,  aí na tentativa de consertar vão acabar te  furando com a borracha. . .

CX:   Ah!!!! Latinha larga de ser estraga prazeres, olhe para você, não tem quem não põe a boca pra dar uma provadinha ....

Latinha: Olha  aqui caixinha, você me respeita  eu não pedi pra nascer latinha, isso foi um problema industrial. . .

CX: Então da mesma forma  que eu posso me tornar  um cartão natalino... Você poderá  se renovar também, vamos pensar em reciclagem!!!!

Latinha: -  Hum,   bem que eu poderia ser transformada em  lata de leite em pó, eu seria tão feliz em saber que estaria ajudando  as criancinhas....

Ruimbril:  É,  agora chega de sonhar gente, quero dizer materiais,  vamos pensar na nossa realidade, todos nós podemos ser reciclados, mas por  falta de informação ou  pelo simples fato de não sermos jogados em latões corretos, não chegamos  a ser reutilizados. . . 
Por exemplo, eu, plástico, deveria ser jogado no latão vermelho, você lata no latão amarelo, você papel no latão azul e o vidros no latão verde .... Esse povo  tem que  abrir os olhos para a barranca e nos ver aqui .. .   Vamos gritar bem alto  . . . quem  sabe alguém nos escuta  e nos tira daqui.

Ruimbril, latinha e CX:   Ei!!!!! Ei!!!! Ou!!! Tire a gente daqui !!!

Caixa: -  Ih!!!! Gente, esse daí não tá com nada ....tá com cara de turista !!!! Quero ver ele tirar a gente dessa !!!!!

Latinha : Se duvidar joga até mais !!!!

Bombril: Não  vamos esquecer senhoritas que existe turista consciente, por isso não vamos desistir...........

Todos: Ei!!!!   Ei!!!!! Ou  ...... Ei vocês aí!!!!!!!

Cx:  - Será que ninguém  escuta ?????

(Turistas jogam um vasilhame de Wisque)

Wisque: Yo  escucho  muy bien !!!!! Que falta de educación  es esta ?????

Latinha: Uau!!! Você é gringo ?????

Wisque : Yo soy internacionalísimo, purísimo  de la Isla Margarita, Paraguay . . . Sr. Wisque Junior.

Ruimbril: Caro Senhor  Wisque Jr., com todo  respeito  se o senhor é  internacional, como conseguiu  chegar em terras brasileiras  ?

Wisque: Muy simples,  unos turista con las muchachas  my lanzaran en el rio  como  se fuese una basura cualquiera!

Latinha: Tudo bem !!! Tudo bem!!! Mi habla  um pouquito   Espanhol !!! Você foi tratado como uma basura !!!! Ah!! coitadinho,  um wisque tão charmoso tratado como um vassoura qualquer!!!!

Cx: (Ri  estonteantemente)

Ruimbril:   Basura não é nenhuma vassoura senhorita Latinha   de Refrigereco da Silva ... Basura  significa LIXO!!!

Latinha : Desconfiei desde o princípio!!!!

Cx: Chega de blá blá blá !!!! temos que fazer alguma  coisa, estamos prestes a ser confinados  a uma vida de materiais não biodegradáveis!!! Num ambiente que não nos pertence.

Latinha: Não  aguento mais gritar,  minha garganta já esta  doendo. . . 

Wisque: Bien!!! Gritar no es la  solución.. ... Pues  los hombres no  entienden ,no escucha, solamente nosotros somos seres no biodegradables . .. .  los hombres no compreenden nuestra  lingua . . .

Cx: Então pega a carabina!!! (revoltadíssima)

Ruimbril: Calma !!!! calma,  vamos pensar  melhor os seres humanos são seres inatingíveis por nós !!!! Devemos agir com consciência!!!!

Cx: É só   o ambiente natural é que  sofre com nossa presença e é isso que me revolta, temos que  fazer alguma coisa.... Mas o  que ..... O que nos resta????    Meu Deus!!!!

Wisque: Solamente se puede rezar!

Latinha: O quê?

Ruimbril:  Isso  mesmo, nos resta rezar com fé para que alguém nos tire daqui. ......

Latinha: Então vamos rezar duas vezes, porque  eu não quero ser tirada daqui e jogada naqueles latões com  lixos orgânicos mal cheirosos. . .  Me embrulha o estômago só de pensar  no odor. ... .

Cx : Deus me livre  se eu for colocada num daqueles cestos   com casca de banana, repolho,   manga,  eu tô perdida . ... .Sem falar que  já briguei com aquele bucho de peixe que tentou se aproximar de mim outro dia, parece que esse povo orgânico não se enxerga .....

Ruimbril: É, o lixo orgânico também não  pode ser considerado  totalmente um lixo, coitados eles tem o seu valor,  se colocados separadamente  eles podem virar húmus ou coisa assim.

Wisque: La  basura orgánica debe ser levada para la usina de compostage e y reutilizada!!!! en la Producción agrícola!!!

Cx: Só de pensar que  esse seres fedorentos  podem   se envolver com um de nós,  já me revolta !!!! E se isso acontecer..... ADEUS, meu sonho de ser  cartão natalino...... Ninguém vai querer um cartão natalino com cheiro de cocô do peru de natal!!!!

Latinha: Mas  a lata pode ser lavada!!!

Cx: Já vem vocês com seus pensamentos individualistas de novo!!!!!

Latinha: Com essa revolta você vai acabar virando papel higiênico ....

Caixa: Você me respeita latinha ou eu não vou me responsabilizar por meus atos ...
Ruimbril:  Vamos parar com essa discussão!!!! Vamos rezar!!!

Todos : É  vamos rezar!!!!

Latinha: Vamos rezar com fé!!!!

Wisque: Muy bien !!!! Muy bien,  uno, dos, tres !!!

Caixa:  E agora eu não sei rezar !!!

Latinha: Como  Caixa, você não sabe rezar? Você não tem um Deus!!!  

Caixa: Só o Deus   da Espumante Caixa de Sabão em Pó!!!   E o da Limpeza Pura”!!!

Ruimbril: Tudo bem,  reze para este mesmo  tendo fé ele  responderá, teremos retorno. . . Pois todos os deuses se  transformam num  só quando pedimos com fé . . .

Wuisque: El Dios mio es lo poderosisimo Cristal que no se despedaza!!!

Ruimbril: Tudo bem gente,  vamos rezar é o mais importante !!!!

(Todos rezam :   de mão dadas  num canto do palco )

(Grupo  Ecologia da Fronteira -  entra coletando todo o lixo da barranca)


-      Ecologista da Fronteira 1-Não é difícil   preservar a natureza, vamos conservar nossa barranca limpa , vamos  jogar todo o lixo nas lixeiras e depois vamos cantar juntos,   vai ser  muito  divertido.

-      Ecologista da Fronteira  2-  Devemos jogar os materiais nas lixeiras seletivas cada  tipo de material  no latão certo.  Com  isso estaremos salvando a barranca  e conservando a vida em sua totalidade.. .. . 

  TODOS CANTAM A MÚSICA
 “Ecologia da Fronteira

Lutamos pela ecologia
E preservação natural

Precisamos da natureza
Pra ter um mundo melhor

Vamos dar as mão,  juntos conseguiremos
Fazer do Pantanal o que nós queremos
Preservar, Preservar, Preservar . . .

Com muita união nós vamos lutar
E nossas cidades vamos conservar
Nós vamos  mostrar o que nós sabemos
E vamos conseguir o que nós queremos
Preservar, Preservar, Preservar . . .

Lutamos pela ecologia
E preservação natural

Precisamos da natureza
Pra ter um mundo melhor

Vamos dar as mão,  juntos conseguiremos
Fazer do Pantanal o que nós queremos
Preservar, Preservar, Preservar . . .
(letra: Jonnybell Rarley Alvarenga e Deorenilson Kill,1998– ECOFRON)




A Revolta da Caixa de Sabão em Pó. Grupo ECOFRON. Porto Murtinho-MS, 1998

SQUISITUS PACAS- UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO
Autores Mamede, S. B & Rea, V.M. Livro Interpretando a Natureza Subsídios para Educação Ambiental, 2000

Personagens:

Narrador
Dona Coisa
Squisitus pacas
Guarda
Dono da Empreiteira
Vendedor de peixe
Construtores
Árvores Esquisitacea
Marcia representante de uma ONG

CENA I
Ambiente - Ilha
Narrador -  Esta é uma breve  história  de dois ambientes. Cito a cidade Destroilândia  onde podemos  observar a interferência do homem, (Criação de prédios, pavimentação de rua, degradação, desmatamentos, poluição do ar, da água, entre outros).
E o outro uma ilha desconhecida  distante a poucos Km  da cidade, a qual  é cercada  pelo rio Barrancado. Dentre as espécies  existentes destaca-se  o Squisitus pacas, animal  carnívoro, reprodução sexuada, ovíparo,  de vida arborícola,  sendo o único representante   de tal espécie.
Ao despertar  Squisitus pacas  fêmea, ansiosa  sai a procura de seu parceiro sexual.

Squsitus pacas - Dia X de Y de mil novessentos e traçinhos . . . Dia Fértil...
Squisitus!!! Squisitus.... onde está o Squisitus? (depara-se com a Squisitaceae)  Oi dona Squisitaceae preciso tanto falar com alguém, ia até falar com a Mirtaceae mas ela é tão goiaba!!!!!

Squisitaceae - Você está com problemas? Pode se abrir para mim?

Squisitus pacas - Se abrir?? hum!!!! (sorri um sorriso largo)

Squisitaceae - Não assim,  se abrir é falar, conversar, discutir, esclarecer estabelecer, dizer. . .


Squisitus pacas- Hum!!! Sabe o que é... É que nós Squisitus pacas, precisamos  urgentemente  perpetuar  a nossa espécie, para evitar a extinção da mesma. Mas para isso eu preciso  encontrar  o meu parceiro, pois nossa reprodução é sexuada e além disso só comemos peixe, por isso,  eu  até pensei que iria encontrá-lo por aqui....

Squisitaceae - Nossa! Agora compreendo esse teu  desespero. Há, mas como poderei ajuda-la . . . 
(Squisitus vai saindo de vagar)
Squisitaceae -  Ei!!!  Ontem vi  o Squisitus  pacas macho  passando por aqui, indo em direção ao rio.

(Squsitus pacas  fêmea, volta para a árvore tristonha e fica pensativa).

CENA II
Ambiente – Destroilândia

Narrador - Enquanto isso, em Destroilândia, a cidade (estranha, poluída,  de tantas  indústrias  sem filtros,  prédios sem segurança, com a população  desinformada  sobre os problemas ambientais causados por elas mesmas, onde o único  time de futebol é o time dos sujos e toda sua história pode ser exemplificada num ser . . . Dona Coisa,  que nesse instante  prepara-se  para um piquenique   na beira do rio barrancado.

Dona Coisa – (Cantarolando arrumando sua cesta)
                      Não entendo essa meteorologia, disseram  que ia fazer sol  na nossa região  à tarde toda . . . E aí tá,  olho pra cá fumaça,  olho pra lá fumaça e pra lá . . . Êpa, o que é aquilo  do outro lado do rio?? Ah!!! Que bichinho lindo, engraçadinho, nunca vi coisinha  tão encantadora, chifrinhos, boquinha,  olhinhos. . . Bonitinho!!! Bonitinho!!  Eu quero para mim  e farei qualquer coisa, o que for necessário para possuí-lo.
Hum!!! Se está do outro lado do rio, terei  que atravessá-lo . . . Para isso “Perereca” ôpa!!! “Eureca”!!!  Uma ponte!!!
  (arruma algumas coisas, deixa outras no chão, joga algumas no rio  e sai em direção à empreiteira).

(Chegando na empreiteira)
Dona Coisa -  Boa tarde, eu quero construir uma ponte, quanto custa ?

Dono da Empreiteira -  Boa tarde, Dona. . .  Dona. . .

Dona Coisa - Dona Coisa !!!!!!
Dono da Empreiteira - Bem, Dona Coisa, para construirmos uma ponte, deveremos fazer um Estudo de Impacto Ambiental- EIA e depois um RIMA, precisamos ainda, saber o tamanho, o local e o material utilizado, para podermos  determinar o custo e o tempo da obra.

Dona Coisa – Bem,  o estudo de impacto a gente adia pra depois da obra, sobre a RIMA eu mesmo posso fazer  agora . . .por exemplo:
“Quero um bichinho especial
Só o terei depois da ponte
Uma ponte ideal
Pra isso devo  ser racional
Voce é minha  fonte
“Minha fonte
Minha ponte
Que eu quero pra ontem . . .”
         - Quanto ao local, é no rio Barrancado, material  não se preocupe, há muitas árvores por lá, madeira que não acaba mais. O custo não interessa pagarei  o quanto for necessário. O tempo é pra ontem.

Dn. da Empreiteira – Rima bonita  ..Hein, Dona  . . .
Mas o RIMA que estou falando é o Relatório de Impacto Ambiental.

Dona Coisa – Será que não me entende, deixa de ser impactante. Nada de papel, nada de burocracia, nada de nada . .  . Isso eu vou resolver por outros meios  . . . Vou tomar outras medidas,  resolverei com  medidas compensatórias ...E não esqueça eu estou pagando . . .

Dono da empreiteira: Tá certo, Manés Joaquim , se preparem,  vocês  irão construir  uma ponte!

Mané - Tudo Bem!!! (Saem na lentidão)

(Dono da Empreiteira - Puxa os Manés pelas roupas)

Mané - Sim Senhor .

Dn. da Empreiteira - Pra já, pra agora!

(Mané e seu ajudante, que também é Mané, pegam rápido as ferramentas e saem correndo)
CENA III
Ambiente barranca

Narrador -  Inicia a construção. A mata ciliar  que antes protegia o leito do rio, evitava  o assoreamento,  não permitindo a erosão,  a mata que era abrigo dos pássaros e outros animais, produzia frutos, agora, nada mais do que um alicerce da ponte.
E a construção  continuava,  pregos daqui, machado de lá, marteladas aculá.  Os construtores  ali mesmo se alimentavam  e tudo o que não era  necessário  ao seu metabolismo  era lançado  na mata que restara, nas margens  e no próprio rio.
Haviam brilhos reluzentes no rio, reflexos  dos raios solares  que refletiam  em latas  lançados no mesmo. Pobre rio, pobre ambiente, pobres humanos, pobre de mim, eu também  sofro com isso!!!
Nesse instante, chega uma representante  da Green Bio, uma  Organização não-governamental, dessas sem fins lucrativos que lutam pela conservação do Meio Ambiente. . .

Márcia/ Ong - Ei !!! Espera  aí, o que vocês estão fazendo!?!?  Vocês não podem desmatar esse local, essa área é de preservação permanente, pelo jeito desconhece o Código Florestal – Lei 4771/65. Vocês estão cometendo um crime contra a natureza,   (segurando as mãos dos trabalhadores). Isso é um crime ambiental  e  de acordo com  a Lei   9.605/98 vocês devem pegar de um a três anos de detenção, ou multa, ou ambas cumulativamente.  Devemos proteger essa área, habitat de animais endêmicos da nossa região, (olhando para o chão) Nossa!!! Isso  era a aroeira centenária, castelo, angico, que destruição . . .  Quem é o responsável por esse ato criminoso e “urbanícula” ? Quem é o responsável por isso ? Quem ? ?  É você ???

Mané - Eu só estou cumprindo ordens.

Dn. da Empreiteira -O que está acontecendo ? Eu sou o responsável  pela obra, está tudo legalizado. . .  É uma obra legal.

Márcia/Ong - LEGAL!!!! Você chama a exterminação da vegetais e de animais indefesos de  legal!!!  Isso não tem nada de legal...Talvez seja legal só pra você que não tem nenhum pouco de consciência das consequências, que isso pode trazer.

Dono Empreiteira -  Olha, eu só estou fazendo o meu trabalho mas se você  quiser reclamar para alguém, está falando com a pessoa errada, você  deve falar com quem mandou construir essa ponte.

Dona Coisa - (Chega nesse momento) - O que está acontecendo aqui?

Márcia/Ong -  (Risada sarcástica)  - Você manda  acabar com uma das únicas áreas de mata nativa  que resta nessa região  e ainda pergunta  o que está acontecendo . . . É o fim do mundo mesmo . ..
Algum dia você já ouviu falar em consciência ambiental, valoração ambiental,  legislação, direito da vida,  educação . . ..Sua. . .  Sua sacrificadora de passarinhos.

Dona Coisa – Psiu!!!!!!!!!!!(pedindo silêncio)
                      - Toma isso aqui  e bico calado . . . Fique tranquila
                      (dá algum dinheiro)

Márcia/Ong -  Que tranquila, de Tranquila só tenho meu sobrenome, do resto  não tenho nada de tranquila, eu estou é estressada . . .Você está tentando me subornar ?? Eu não aceito esse  seu dinheiro sujo, (joga o dinheiro para o alto e os Manés tentam pegar). Você não vai  me comprar, a minha riqueza está na qualidade do ambiente em que vivo.
(tenta impedir a construção com as próprias mãos).

Dona Coisa - Você está pensando que eu sou qualquer coisinha, você está muito enganada . . . Eu sou a DONA COISA.
(Pega o celular e liga para a Polícia)

Polícial-  (entra o policial muito sério em direção  a Márcia) -  Você está em cana !!!!  Por perturbar a ordem  .  . .

Marcia – Como  ... Eu ... Em cana, o senhor deve estar encanado, quero dizer  enganado, quem está infringindo a lei é esta senhora Coisa e não eu ... Sou vigilante da natureza, sou cidadã . . .

Policial – Você tem o direito de ficar calada, tudo que disser poderá ser usado contra você ...

Márcia – Calma o senhor não está entendendo  . . . Ela cometeu um crime, será que o senhor desconhece a Lei de Crimes Ambientais, nossa  ferramenta de cidadania, o senhor tem que colocá-la  em prática . . . (mostra a Lei de Crimes Ambientais para o policial).

Policial – Exijo ordem e respeito, será presa por desacato a autoridade . .. (olha a Lei disfarçadamente e vai em direção a Dona Coisa  e seus cúmplices) – Vocês também estão presos.

Dona Coisa – Calma aí,  eu sou a Dona Coisa, exijo respeito, não cometi nenhum crime, quem cometeu foram eles . . . ( aponta para os Manés)

Dono da empreiteira – Eu também não tenho nada a ver com isso . . . Eles são os responsáveis. (aponta para os Manés)

Policial – (dirige-se aos Manés) - Alguma coisa a declarar . ..

Mané -  Nada, não senhor . . . Eu só cumpro ordens!!!

Policial – Então vamos comigo . . . Isso é uma ordem  (Leva os Manés e Márcia)

Dona Coisa – Leva logo,  todos. Não é fácil conviver com  seres que dificultam o desenvolvimento.

Marcia/ONG -  Solte-me , eu tenho os meus direitos, tente me compreender você tem que me escutar, esses são os cúmplices realizaram um crime contra a natureza, desmataram, queimaram, destruíram, mas foi a mando desta Dona Coisa . . .

Policial  - Vamos, vamos . ..

Dona Coisa - Ah!!! Povinho revoltado !!! (Depois olha para a ponte). - Finalmente terei o bichinho mais lindo do mundo, que ninguém  tem igual  minhas amigas  irão morrer  de inveja.  (atravessa a ponte  eufórica).

CENA IV

Dona  Coisa -  Lá  está  ele. . .( tenta se aproximar com medo, corre pra lá e pra cá atrás do animal). Oi , bichinho ,  eu sou do bem !!!  - Ih!! De longe   você parecia  tão bonitinho,  mas de perto  você  é tão diferente, tão  engraçado, tão estranho . . . Estranho. . . Na verdade  esse bicho é “esquisito pacas” !!! ( olhar de espanto)

Squisitus pacas - Oh!!! Como sabe o meu nome ???

Dona Coisa - Vamos, levarei você para casa e  cuidarei de você (atravessam a ponte)

Narrador - Dona Coisa,  com sua  Ignorância  num ato impulsivo tirou o Squisitus pacas  do seu habitat  natural. Não prevendo  as conseqüências que isso poderia acarretar, como doenças   que esse animal poderia transmitir  ou  o próprio adquirir,   a sua alimentação seria influenciada, conseguiria ele sobreviver ?

Dona Coisa - O bicho não come nada !!!!
(tenta alimentar o animal com várias  verduras, lanches,  doces, etc)

(Desesperada porque o animal não estava bem, pensa no lugar onde ele morava, o que ele poderia comer . . . )

Peixeiro – Olha !!! O  peixe !!!!! Peixe fresco . . . Piranha, barbado, pintado !!! Tudo pescado sob medida,  olha o peixe!!! Cachara, jaú, bagre!!! Não deixe pra manhã, não deixe!!! Compre hoje, o seu  peixe!!!!

Dona Coisa – Peixe!!!!! “Eureca”
(Compra o peixe, mas era tarde demais pois Squisitus pacas estava dando seu último suspiro).


Dona Coisa  (desesperada)  - Bichinho fala 33, fala 33 !!!!! Por favor, fala 33.

Squisitus pacas – Onze . . . (Com muita dificuldade e morre)

Dona  coisa chora a morte de Squisitu
Dona Coisa – Como chamava mesmo aquela moça ambientalista. .. Rose, Beth, Stela, Aurea, Silvia, Jana,  Janice, Gabriela, Renata, Marilene,  não ... Como era  ... mesmo  ... Ma . .. Ma ....Ah!!! Márcia ... Isso mesmo ... Márcia Tranquila !!!!!
(Dona Coisa  arrependida procura a representante da Ong...  E se lamenta ...)

CENA V

Dona Coisa – Sei que tomei decisões e atitudes reprováveis, reconheço que errei, refleti muito sobre a vida,  de onde vim, pra onde vou, o que estou fazendo por aqui  . . . E cheguei a uma conclusão . . .

Márcia  - Qual

Dona Coisa – Que não sei . . . não sou, não vou. Tenho o tudo e o nada, sou e não existo e sempre estou indo pra lugar nenhum . .. E não tenho direito de levar pra lugar nenhum o que é do meio . . . Por exemplo . ..

Márcia – Hum!!!!!! Boa conclusão (sorri sem entender muita coisa)

Dona coisa – Sinto vergonha do que fiz, mas não posso desfazer o que fiz, porque já foi feito . . .  Quero fazer algo pra sanar, pra acabar com essa angústia que ficou dentro de mim, sinto-me coisa, sinto-me gente . . . e isso me sufoca . . .
Preciso de sua ajuda, pois quero mudar minhas atitudes em relação ao mundo e a vida, aos valores reais da existência . . . Quero ser útil ao meio...  O que devo fazer . ..

Márcia - Você deve se integrar ao D.A

Dona Coisa  - D. A ? ?

Márcia - É  o grupo de “Depredadores Anônimos”

Dona Coisa  - ANÔNIMO ... DEPREDADORES ANÔNIMOS . .. Hum!!! Eu quero fazer o bem e o bem não pode ficar no anonimato!!!!!

Márcia  - Se você  estiver falando sério, você pode  participar de eventos da nossa organização . . . Green Bio ! ! !

Dona Coisa - E o que eu preciso para isso ?

ONG - Fazer de tudo para  promover atividades em benefício e conservação da natureza  e melhoria de vida.

Dona Coisa - Eu irei preservar, conservar,  farei de tudo em prol da manutenção da natureza. Quando começamos ? ?

ONG - Olha hoje!!! Daqui alguns minutos  teremos uma passeata  passiva  em prol da vida. Você pode começar  por aqui . . . pegue alguns cartazes e vamos! !
(Todos transitam  em passeata com cartazes)

Narrador - Certamente  fomos abençoados  com uma  biosfera altamente  diversa  e interessante, cheia de  tantas espécies, como  jamais houve  em qualquer momento. Seria  uma enorme tragédia se, através de nossa negligência para com o ambiente   e pela temerária destruição  da vida,  perturbássemos   tanto o planeta  que ele  chegasse a uma situação   de pouca  diversidade  ao destruirmos enormes quantidades de espécies. Teríamos de esperar, então, milhões de anos, para que a terra se recuperasse  desta ação inconsciente e inconsequente.  Poderíamos  ao contrário  trabalhar  no sentido  de preservar  o único  planeta,  até então,    conhecido com vida, em todo universo.


TODOS - Deus criou  e a natureza preserva, por que o homem  não pode fazer o mesmo.






PAGANDO O MAIOR MICO
Texto: Mamede. Livro Interpretando a Natureza: subsídios para Educação Ambiental, 2000.


Personagens:

Narrador
Dona Coisa
Dona Fulana
Feirante X
Feirante Y
Papagaio
Mico
Guarda Ambiental


CENA 1
Ambiente – Feira Livre

Feirante X -  E aí Dona Ana, compre aqui sua banana!!!!

Feirante Y – E aí seu João, não esqueça o melão!!!!

Feirante X: – E você Dona Sara compre aqui sua arara!!!

Feirante Y: E aí seu Sebastião, só aqui você encontra paca, tatu ... Cutia não, mas o resto está na mão ...

Feirante X – E aí minha tia chega aqui que tem cutia !!!!!
(Os feirantes cometem todas as irregularidades possíveis para deixar os animais mais mansos e vistosos).

(Dona Fulana e Dona Coisa estão caminhando pela feira, ambas com casacos de pele)
Dona Coisa – Por favor! Please!!! Foi aqui que eu comprei duas araras coloridas . . . .Uma rosa choque e outra tricolor .....

Feirante X – Humm!!! Não sei não ...

Dona Coisa – Foi sim  ... Uma cor de rosa choque e outra tricolor ....Lembra ...

Feirante X – Humm!!!! Acho que foi aqui sim, Dona  . . .Dona . . .

Dona Coisa –COISA, dona Coisa  . .. Então my boy . . . Eu vim aqui reclamar porque depois de dois dias uma delas descorou e a outra está com a plumagem cada vez mais feia . . . Sei lá, não se desenvolve, nem quer voar dentro da gaiola . . .


Feirante X – Sinto muito, não posso fazer nada Dona . . .

Dona Coisa – Não pode fazer nada!!! STOP, meu neguinho, não quero nem saber . . .

Dona Fulana chega na barraca do feirante Y
Dona Fulana – Quanto custa o mico, o bicho é mansinho

Feirante Y – Dois mil dólares e é tão manso quanto um bichinho de pelúcia.

Dona Fulana – Ótimo, mas não tem um mico maior  . .

Feirante Y – AH!!! Não tem não, dona.

Dona Fulana – Vou levar este mesmo . . . Não tenho nenhum deste na minha coleção (Dona Fulana paga e naturalmente vai embora).

Dona coisa invejando-a  pergunta para o feirante X
Dona Coisa – Você tem mico

Feirante X – Não

Dona coisa se dirige a barraca do feirante Y e diz:

Dona Coisa -  Olha, “EU QUERO PAGAR O MAIOR MICO”, quanto custa

Feirante Y– Humm!!!! A senhora quer pagar o maior mico ... Humm!!! Um mico muito grande  ... Dá trabalho, por isso vai ficar mais ou menos uns dez mil dólares. Não tenho no momento mas posso conseguir para a senhora ...

Dona Coisa – Eu pago o dobro, ainda adianto a metade do dinheiro, mas quero pra já, quero pra agora . .  E não esqueça ...Eu quero pagar o maior mico!!!!! (Sai de cena na elegância)

Feirante Y se dirige ao feirante X e diz:

Feirante Y – E aí mano tem um trabalhinho pra gente “ A DONA TÁ PAGANDO O MAIOR MICO”

Feirante X – O que eu levo nessa

Feirante Y – Metade da bolada

Arrumam todos os apetrechos, espingarda, rede, etc.. E saem em busca do maior mico . ..

CENA II
Ambiente - Mata

Papagaio – Curupapo,  o que  aconteceu Mico Chico, você parece estar tão triste . . .

Mico – Hum . .. Ultimamente  só tenho más notícias,  semana passada minha amiga Arara Azul perdeu sua casa num desmatamento, ela se mudou pra outro tronco de manduvi e este  queimou ontem por um incêndio criminoso.  Como se não bastasse, ontem meu filho “Mico Chico Silvestre Júnior” foi raptado quando fazia macaquices com seu bando de amigos.

Papagaio – Curupapo, ele capturado, capturado, curupapo!!!

Mico – Quando se fala em tráfico, todos logo pensam em drogas, armas, órgãos, esquecendo-se  do tráfico de animais silvestres, que é um dos maiores crimes contra a natureza. Sinto-me de patas atadas, porque não posso fazer nada para reverter essa situação.

Papagaio – Curupapo, curupapo mulher do macaco, não fique assim, talvez ele tenha a mesma sorte que eu tive . . . Fui capturado, maltratado no transporte, mutilado e depois pintado e vendido para uma mulher que insistia em que eu falasse “loro quer café”.

Mico – Você chama isso de sorte ...nós primatas chamamos isso de tortura chinesa!!!

Papagaio – Calma, minha sorte veio depois, é que alguém vendo minha solidão, fez a denúncia, dizendo  que eu estava sendo criado em cativeiro  . .. Daí eu fui levado para o CRAS.

Mico – CRAS..

Papagaio – É  . . . O Centro de Reabilitação de Animais Silvestres,  lá eu fui alimentado de maneira adequada, treinei novos vôos, e fui estimulado para meus instintos de caça . ..

Mico – CAÇADORES!!!!!!! Cada macaco no seu galho!!!!!

Papagaio – Curupapo, de novo não, curupapo!!!!Curupapo!!!!

Feirante X – Pega!!!!Pega!!! Pega ....

Feirante Y – E se eles atacarem

Feirante X – Mete bala, tem mais desses bichos por aí . . .

Feirante X e Y vão capturando os animais sem o menor cuidado, papagaio e muitos outros que estavam em suas listas de pedidos

CENA III
Ambiente – Feira Livre

Feirante X e Y retornam a feira e entregam os animais e fecham  o combinado.
Enquanto isso a Polícia Ambiental recebe a denúncia de tráfico de animais silvestre na feira e se acionam rapidamente.
Os traficantes vendo de longe a chegada  dos policiais, fogem sem deixar vestígios.

Policial Ambiental – Minhas senhoras tenho a obrigação de informá-las que as mesmas estão cometendo um crime contra a natureza ....

Dona Coisa – Calma aí policial, não matei e nem   maltratei nenhum animal . . .

Policial Ambiental – De acordo com a Lei 9605 e o Decreto 3.179 é crime  vender animais que não sejam domésticos . . .

Dona Fulana – Ahhh!!! Aí que o senhor se engana . . Não estamos vendendo, nós acabamos de comprar ... e ele não é doméstico , mas logo poderá estar domesticado . . .

Policial Ambiental – A senhora não está entendendo ... provavelmente porque não sabe distinguir animais doméstico de animais silvestres . . . Enquadradas .. Isso também é crime . . .

Dona Fulana– Ei .. o que é crime, a ignorância é crime . . .

Dona Coisa – Tá me achando com cara de ignorante, de tapada ou o que ..

Policial Ambiental – Não, minhas senhoras  . .. Crime é comprar animais silvestres,  eu só estou tentando esclarecer que não devemos confundir animais silvestres com os animais domésticos. Animais domésticos são aqueles  que já  estão acostumados a viver perto da gente a milhares de anos como o gato, o cachorro . .. E os silvestres são aqueles  retirados da natureza, do seu habitat natural, não estão acostumados a conviver com o ser humano, podendo vir a morrer, ter dificuldades pra se reproduzir, de crescer, entre tantos outros problemas.

O local começa a ficar tumultuado, com jornalistas e fotógrafos, as duas Senhoras  ficam desesperadas.

Dona Coisa – Ai meu Deus!!! Estou pagando o maior mico!!! (esconde o rosto)

Dona Fulana – Não era isso que você queria mesmo . ..

Policial Ambiental – Então minhas senhoras, vocês vão Ter que esclarecer isso na delegacia pois adquirir animais silvestres  é crime ....contra a natureza e  contra a própria humanidade ....

Dona Fulana – É, com certeza tudo isso será esclarecido.

Dona Coisa – O que devemos fazer para reparar esse nosso pequeno erro, não se preocupe,  iremos pagar  as multas cabíveis pelo dano que causamos e não se esqueça, somos da mais alta sociedade, não podemos aparecer nos jornais “pagando esse mico”,  a não ser se for na coluna social, datas comemorativas, inauguração de pontes.
Policial Ambiental – Vamos . .. Estamos perdendo muito tempo, estes animais devem ser encaminhados para o CRAS – Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, pois se não forem atendidos rapidamente poderão morrer . . .

Dona Fulana e dona Coisa – E a gente  . . .

Policial Ambiental – Bem, vocês depois de prestarem esclarecimentos serão encaminhadas para o CRAR . . .

Dona Fulana e dona Coisa – O que, CRAR (espantadas)

Policial Ambiental – Isso mesmo, CRAR – Centro de Reabilitação de Animais Racionais.

Dona Coisa e dona Fulana – “Eu, hein . . . Que vergonha, “vou pagar  o maior mico

Fotógrafos e jornalistas registram o acontecimento e tumultuam o local, enquanto Dona fulana e Dona Coisa  tentam   esconder o  rosto atrás das próprias bolsas, para não pagar o maior mico.










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