Expedição Científica

Expedição Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema - Março de 2015: 
Acesse:  http://www.institutomamede.blogspot.com.br/2015/03/parque-estadual-das-varzeas-do-rio.html



Expedição Biofronteira do Pantanal I


Período de 02 a 14 de Fevereiro de 2008 – Trecho: Campo Grande – Jardim – Pantanal do Apa – Pantanal de Porto Murtinho e Pantanal do Nabileque
Nossa saída de Campo Grande teve um atraso e aproximadamente duas horas, motivo: Muita bagagem (malas, alimentação, sacos de dormir, cadeiras dobráveis, etc), para pouco espaço. Põe, tira, deixa, leva... Tivemos que fazer uma seleção das prioridades e entre elas, ficaram: roupas, alimentação, coletes salva-vidas, máquinas fotográficas, repelentes e é claro, o tereré.
Nossa equipe composta por duas ornitólogas (Andréa Chin Sendoda e Maristela Benites), uma mastozoóloga (Simone Mamede), um francês artista plástico (Desenhista - Bruno Plumey) e Paola da Mata, estudante de Ciências biológicas da Universidade de Goiás.
Todos com um objetivo em comum, o de registrar as espécies da biodiversidade do baixo, médio e alto Pantanal, assim como avaliar as condições das mesmas e a relação do homem com o Pantanal. Nesta primeira etapa as atividades foram realizadas no baixo Pantanal, município de Porto Murtinho: áreas da Ingazeira, Apa, Barranco Branco e Nabileque, região de fronteira do Brasil com o Paraguai. Também foram realizadas pesquisas no município de Jardim - MS, local onde contribuímos com pesquisas e levantamentos sobre a mastofauna da RPPN Buraco das Araras.
                                Logo da Expedição Biofronteira do Pantanal I

                                  Percursos por vias fluviais - Rio Paraguai e seus corixos






                  Base de apoio da Expedição. Destacamento Barranco Branco - 2008




EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA BIOFRONTEIRA DO PANTANAL: DIAGNÓSTICO PARA PROPOSIÇÕES DE MANEJO À MASTOFAUNA NA FRONTEIRA DO BRASIL COM O PARAGUAI

As expedições científicas são importantes estratégias que resultam não apenas em registros qualitativos das espécies em determinada área ou região, mas também contribuem sobremaneira para a avaliação do status populacional de várias espécies e a relação humana com essas espécies. Localizado numa área rebaixada da depressão da bacia hidrográfica do Rio Paraguai, o Pantanal é compartilhado por países como Brasil, Bolívia e Paraguai e se constitui de um complexo mosaico de hábitats úmidos inundáveis e hábitats que se modificam conforme a sazonalidade característica de períodos secos e úmidos. A Expedição Biofronteira do Pantanal teve entre seus objetivos o diagnóstico das condições da mastofauna do Pantanal visando a proposições de manejo para algumas espécies. A expedição foi realizada no período de 02 a 14 de fevereiro de 2008, na região do Baixo Pantanal, sub-regiões do Apa, Porto Murtinho e Nabileque, fronteira do Brasil com o Paraguai. Para o levantamento dos dados foram realizados transectos terrestres (Rodovias BR-060; BR-267) e percursos fluviais (rios: Paraguai, Nabileque, Aquidabã, Branco e Apa). As espécies encontradas foram registradas e documentadas através de fotografias e desenhos em aquarela. Foram ainda realizadas entrevistas informais com a comunidade da região de modo a identificar as formas de uso e a convivência com a mastofauna silvestre. Os resultados apontaram pelo menos duas problemáticas, de alto impacto, relacionadas à conservação de mamíferos: 1) A mortalidade por atropelamentos nas estradas e rodovias; e 2) A caça predatória. Dos indivíduos mortos por atropelamentos (N=21) destacam-se as espécies: tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), tatu-peba (Euphractus sexcinctus), lobinho (Cerdocyon thous), gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), espécie ameaçada de extinção e capivara (Hydrochaeris hydrochaeris). Dos relatos da comunidade local resultou uma lista de 17 espécies visadas pela atividade de caça, a qual é exercida até a atualidade tanto em território brasileiro quanto paraguaio. Percebeu-se que as espécies vítimas de caça enquadram em três categorias: uso alimentar (e.g. Blastocerus dichotomusTapirus terrestris, espécies ameaçadas de extinção, entre outras) defesa, tanto humana quanto da criação doméstica, (e.g. Panthera onca, Puma concolor, ameaçadas de extinção, entre outras) e vítimas de superstição (e.g. Myrmecophada tridactyla,espécies ameaçada). Ações de manejo são prementes nesta região aliadas a programas binacionais efetivos de Educação Ambiental de modo a atingir a conservação de mamíferos no Pantanal.

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